Crianças

Rapazes e raparigas reagem de forma diferente aos problemas

Já desde a infância elas gostam de ter conversas intermináveis sobre o que as preocupa enquanto eles preferem fazer qualquer coisa que os faça esquecer.

Homens e mulheres têm diferentes formas de lidar com os problemas. Enquanto eles preferem normalmente não falar do assunto, elas precisam de conversar com alguém sobre o que se passa. A ideia de que eles preferem não falar por constrangimento ou para não parecerem frágeis parece, contudo, não corresponder à verdade.
Segundo um estudo realizado nos EUA, já na infância os rapazes reagem de forma diferente das raparigas aos problemas. E não é por não conseguirem falar, mas sim por acharem que não adianta nada fazê-lo e por acharem que é esquisito. Foram entrevistadas duas mil crianças. A maior parte das raparigas considera que conversar sobre os problemas as faz sentirem-se melhor, enquanto os rapazes afirmam que é uma perda de tempo. Para eles faz mais sentido envolverem-se em actividades que os façam esquecer ou «limpar a cabeça» das preocupações.
Estas diferentes atitudes mantêm-se e tornam-se mais vincadas pela vida fora e explicam muitas diferenças atritos nas relações entre homens e mulheres. Enquanto elas querem falar de tudo, mesmo dos problemas deles, porque acreditam é a melhor estratégia para se sentirem melhor, eles querem fazer qualquer coisa que lhes permita não pensar nisso. Até porque pensam que falar e voltar a falar dos problemas só faz com que pareçam maiores.

Para a autora do estudo, a investigadora Amanda Rose, sabendo destas tendências naturais, os pais devem tentar moderá-las. Ou seja, mostrar aos rapazes que por vezes conversar sobre os problemas ajuda, porque os amigos ou os pais podem ter uma perspectiva diferente e útil sobre as questões. E mostrar às raparigas que por vezes falar demasiado sobre um problema é dar-lhe mais importância do que ele tem e pode ser mau ¿ isto acontece especialmente quando se trata de situações que elas não podem de todo controlar.
As conclusões foram publicadas no jornal Child Development.