Crianças

Ensino doméstico, só um dia por semana

Conciliar ensino doméstico com a frequência de uma escola pública é possível no Reino Unido. Esta opção tem vindo a ganhar adeptos.

No Reino Unido, a opção pelo Ensino Doméstico, no qual estaõ envolvidas, estima-se, 80 mil crianças, pode não ser radical. O Flexi-schooling é um regime em que as crianças estão inscritas e frequentam a escola, mas passam algum tempo lectivo por semana com o pai ou com a mãe em actividades que complementam o ensino formal.
A educação partilhada entre a escola e a família é uma opção legal, mas cabe ao professor titular de turma autorizá-la, caso a caso. A escolaridade é obrigatória, tal como em Portugal, mas isso não implica a frequência da escola a tempo inteiro. No nosso país, a opção pelo Ensino Doméstico existe, mas não permite um regime combinado.
No Reino Unido, o número de pais que tomam esta opção tem vindo a crescer. As possibilidades cada vez maiores de trabalho com horários flexíveis ou em part-time, e o número crescente de crianças na escola pública (escolas enormes e turmas grandes tornam o ensino muito formatado), são algumas das razões para esse crescimento. Por outro lado, a vontade de enriquecer a experiência de aprendizagem das crianças, com mais liberdade e orientação individual, tem vindo a ganhar adeptos.
Um dia de escola em casa pode ser muito produtivo, com actividades direccionadas para os interesses da criança e com saídas a museus, parques ou outros locais de interesse, que de outra forma seriam difíceis de concretizar.
Na escola Shacklewell Primary School, em Londres, seis famílias estão envolvidas num projecto de flexi-schooling. Sexta-feira é o dia em que as crianças ficam com os pais. Noutras escolas, existem outras opções de equilíbrio entre o tempo de escola e o tempo de ensino doméstico. Em nenhuma das famílias envolvidas neste projecto existe o desejo de optar pelo Ensino Doméstico a tempo inteiro, mas encontraram nesta opção uma solução de compromisso entre as vantagens do ensino formal, sobretudo ao nível de socialização, e a necessidade de uma educação mais personalizada, focada nos interesses de cada criança.