Seja coerente: admitir ou não certos comportamentos consoante o humor com que se acordou é desestabilizador para a criança. Os pais representam a segurança e as crianças precisam de previsibilidade para se ordenarem interiormente e se tornarem pessoas confiantes. Se os pais mudam de opinião de uma hora para a outra, não há segurança que resista. E a criança nunca saberá à partida quando está a passar os limites.
Seja firme: Se começou por dizer Não, ou por afirmar que é fundamental que a criança se porte de determinada forma, não ceda só porque a reação é um choro ou uma birra. Se ceder, está a passar à criança a mensagem de que a birra compensa. Por isso que deve pensar bem antes de dizer um Não. Porque é para levar até ao fim.
Saiba escolher as suas «guerras»: Há questões em que deve ser intransigente e que não são negociáveis. Mas há outras que, pensando bem, são irrelevantes. Valerá a pena a birra, a frustração e o consumo de energia? Seja firme no que é fundamental, releve no que é acessório. Ou seja, diga logo que sim à partida, que o seu filho pode calçar as galochas apesar de estar sol, que pode estar mais um bocadinho no banho.
Evite situações que propiciam as birras e conflitos: Já percebeu que a fome, o sono, o stress, as alterações à rotina, potenciam as birras e os conflitos. Evite, sempre que possível, expor a criança a situações ou programas que não são próprios para ela e que vão alterar-lhe as rotinas. Por exemplo, faça compras online ou organize-se de forma evitar ir com o seu filho pequeno para o supermercado ao fim da tarde, depois da escola.
Ponha-se no lugar do seu filho: Respeite-o e procure compreender as coisas de acordo com o grau de entendimento das crianças. Tal como já foi dito, elas precisam de previsibilidade. Por isso, as rotinas ajudam a que o seu comportamento seja controlado e cada vez mais estruturado. Quando se sai da rotina, é importante dar à criança o máximo de elementos possível sobre o que vai acontecer. Dizer por exemplo que irá buscá-la a casa da avó depois do lanche é uma forma de lhe dar segurança e de minimizar comportamentos indesejados. Avisá-la com alguma antecedência que terá de terminar a brincadeira porque estão quase a ir embora é muito mais sensato do que dizer «agora vamos, veste o casaco».
Castigos apropriados à idade: Os castigos ou punições devem ser adequados à idade. Aquilo que em inglês se designa por «time out» pode ser uma boa estratégia para mostrar à criança que tem de parar com um certo comportamento. Mais do que um castigo é uma forma de lhe dar a oportunidade de se acalmar, de refletir sobre o que aconteceu e de se reorganizar.
Não bata: Os castigos físicos passam à criança duas mensagens: a de que o mais forte pode bater no mais fraco e a de que o pai ou a mãe estão desesperados. Para além disso, não resolvem o problema, para além de poderem ter efeitos negativos no desenvolvimento e bem-estar emocional.
Não discuta as regras à frente da criança: Se discordam de alguma atitude devem conversar sobre isso quando estiverem sozinhos. Pai e mãe devem ser firmes e coerentes e nunca desautorizar o outro.
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