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Grávida e constipada: qual o melhor remédio?

Na gravidez, quanto menos medicamentos melhor. Mas às vezes até as grávidas ficam doentes. Nesse caso, é importante saber...

Abriu a época das gripes e constipações. Para as grávidas, o desafio maior é como curá-las, uma vez que o recurso a medicamentos está muito limitado. Deixamos-lhe um pequeno manual de boas práticas, no que diz respeito aos medicamentos, que deve ter em conta se está grávida e constipada ou engripada:


- Seja qual for o medicamento, procure tomar o mínimo possível.


- Não tome quaisquer medicamentos de venda livre que prometem aliviar, genericamente, sintomas de gripe e constipações, sem o conselho do seu médico. Esses medicamentos contêm um coktail princípios activos para um conjunto de problemas, desde corrimento nasal a tosse, passando por dores de cabeça e garganta. Alguns podem ser prejudiciais, além de desnecessários.


- Os medicamentos de venda livre não são livres de efeitos na gravidez. Mesmo o paracetamol, princípio activo de alguns medicamentos conhecidos para alívio das dores e para baixar a febre, não deve ser tomado de forma prolongada. Estudos recentes associaram o seu consumo prolongado a problemas no bebé. A aspirina, ou todos os medicamentos cujo princípio activo seja o ácido acetilsalicílico, deve ser evitada, pois afecta a coagulação do sangue. O Brufen, ou todos os medicamentos cujo princípio activo seja o anti-inflamatório ibuprofeno, também não deve ser tomado durante a gravidez pois pode provocar malformações cardíacas no feto. Medicamentos para a tosse ou dores de cabeça com codeína também devem ser evitados pelas grávidas, pelos seus efeitos teratogénicos.


- Em vez de descongestionantes nasais ou anti-histamínicos ¿ que podem ter efeitos nocivos para o desenvolvimento fetal - opte pelos sprays de água do mar.


- Tenha cuidado com os chamados produtos naturais, sejam infusões, pastilhas, suplementos. Muitos dos seus ingredientes não foram testados e o facto de serem naturais não quer dizer que não possam ter efeitos negativos na gravidez.


- Não exagere no consumo das vulgares ¿pastilhas para a garganta¿, que contêm doses de açúcar consideráveis. Verifique se não contêm substâncias desconhecidas. Zinco e vitamina C costumam fazer parte da lista ¿ estes dois nutrientes devem ser consumidos em dose limitada durante a gravidez (100 mg de vitamina C e 11 mg de zinco por dia, são os limites recomendados).


- Antes de tomar qualquer medicamento, fale com o seu médico ou com o farmacêutico. Nessa impossibilidade, consulte a lista Fármacos e Gravidez , publicada pelo Infarmed e baseada na classificação da Food and Drug Administration (organismo que regula os medicamentos nos EUA). Nesta lista os princípios activos dos medicamentos são divididos em quatro categorias: A (sem risco fetal), B (ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos); C (risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados); D (evidência de risco fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco); X (nocivo para o feto; o risco ultrapassa o benefício e, portanto, está contra-indicado na gravidez). Imprima-a e consulte-a se tiver dúvidas e não puder falar com o seu médico. Apenas os princípios activos das categorias A e B são comprovadamente inofensivos. Todos os outros apenas devem ser tomados sob conselho médico.


- Há medidas e remédios caseiros eficazes e seguros para tomar quando se sentir doente: mel com sumo de limão (ou chá de limão com mel) em caso de dores de garganta; vapores de água no caso de congestionamento nasal ou sinusite (com uma toalha sobre a cabeça, inale o vapor da água bem quente colocada numa bacia ou lavatório. Pode juntar-lhe três gotinhas de óleo essencial de eucalipto); beba muitos líquidos; faça uma dieta equilibrada e rica em vitaminas, especialmente vitamina C; em caso de dor de cabeça, deite-se no escuro e tente dormir; em qualquer caso, descanse bastante.